Brunch ABFO n'A Sociedade

Brunch ABFO n'A Sociedade

Foi o meu último evento de 2016 e, muito provavelmente, aquele que mais prazer me deu organizar. Foi o meu primeiro evento a solo, deste ano,  alavancado pela Pop Up Cabana & Friends, e que correu muito melhor do que alguma vez tinha imaginado....

O repto estava lançado, dois brunch, um sábado outro no domingo. E se ninguém aparecesse?

As reservas começaram a surgir a pouco mais de uma semana dos eventos, salvo raríssimas excepções, não estivessemos nós em Portugal e não adorássemos deixar tudo para a última hora. A um ou dois dias do evento, perguntavam-me: quero ir ao brunch, ainda vou a tempo? Não, não vai, já esgotou. A mesa d'A Sociedade senta 14 pessoas e foram essas que se sentaram. "Estava tudo óptimo" disseram-me. Eu retribui com um sorriso de orelha a orelha.

 

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Trufas brancas no Ritz, até meados de Dezembro

Amuse Bouche: Cappuccino Tupinambur com trufa e café

Amuse Bouche: Cappuccino Tupinambur com trufa e café

Taglioni fresca, trufa branca e emulsão de parmesão

Taglioni fresca, trufa branca e emulsão de parmesão

Se é um fã inveterado de trufas e, em particular, das trufas brancas o melhor é apressar-se. O Menu Trufa Branca começou a ser servido no dia 16 deste mês e deverá permanecer entre 15 e 20 de Dezembro, se ainda houver trufas, claro.

Não sou daquelas que atravessam o país de uma ponta à outra para as comer, mas admito que vou sempre com uma grande espectativa para este tipo de almoço. Desta vez o chef Pascal Meynard serviu-nos um amuse bouche onde a trufa não faltou e que foi acompanhado de um champanhe Louis Roederer Premier; uma taglioni fresca, que era... ok foi um dos meus pratos preferidos e casou na perfeição com o mesmo champanhe. O filete de peixe galo e o lombinho de vitela foram acompanhados por um tinto da Casa do Cadaval Tejo 2012. Quem disse que os tintos não podem e devem ser uma excelente companhia para os pratos de peixe?

Filete de peixe-galo tubérculos, puré de couve-flor e trufa branca

Filete de peixe-galo tubérculos, puré de couve-flor e trufa branca

Lombinho de vitela, espargos verdes, queijo pecorino e trufa branca

Lombinho de vitela, espargos verdes, queijo pecorino e trufa branca

Qualquer semelhança entre o tradicional Tiramisù e aquele que nos foi apresentado pelo chef pasteleiro Fabian Nguyen é pura coincidência e, ainda bem!

O cilindro ultra fino de chocolate negro esconde lá dentro os sabores que nos remetem para este doce tradicional italiano, mas com uma delicadeza que nos apetece fazer congelar o tempo para ficarmos com este sabor durante largas horas!

Só mais uma coisa: A taglioni fresca com trufa branca e emulsão de parmesão junta o melhor da comfort food a uma sofisticação ímpar. Comia já um, ou dois!

Tiramisù, gelado de café, sabayon de trufa branca

Tiramisù, gelado de café, sabayon de trufa branca

Preparados? Brunch ABFO dias 10 e 11 de Dezembro n'A Sociedade

O Abram a Boca e Fechem os Olhos vai participar na Pop Up CABANA & Friends com dois brunch: um no sábado dia 10 de Dezembro o outro no domingo, dia 11, ambos às 11h30.

Cada brunch está limitado a apenas 14 pessoas/dia por isso não se atrasem, se não quiserem ouvir "Já esgotou"! :)

 

O que vou servir:

- Granola caseira com iogurte grego e fruta

- Sanduiche de requeijão, espinafres, abacate e pepino com pesto

- Ovos Benedicte (pão brioche, ovos escalfados, espinafres, presunto e molho holandês)

- Panquecas com frutos vermelhos e mel

- Bolo de ricota com framboesas

- Smothie verde (maçã granny smith, espinafres, gengibre)

- Chá Pukka

- Café

 

Preço: €19

As reservas deverão ser feitas para o mail martagodinhobraga@gmail.com e serão consideradas válidas após pagamento antecipado.

Até lá!

 

O Tiago e as 50 melhores tascas de Lisboa

Já me cruzei com o Tiago Pais por diversas vezes, o facto de sermos os dois jornalistas, ele do Observador, eu da LuxWoman, fez com que algumas vezes partilhássemos a mesma mesa. Antes do livro me chegar às mãos, já tinha ouvido falar dele, mas mesmo assim não deixou de ser uma boa surpresa. A acompanhar o livro, vinha um guardanapo de papel com um recado personalizado, uma mancha de vinho e um kompensam "para o caso de exagerarem nas doses ou temperos", achei maravilhoso e ainda não tinha aberto o livro...

A capa, diz muito, muitas vezes quase tudo. Mas verdade seja dita, há capas óptimas, mas interior que nos desilude. Não o paguei, foi oferecido, mas daria, sem pestanejar €11 por ele. Ponto um: os textos são super objectivos e muitos escritos com graça. Ponto dois: as fotografias do Gonçalo F. Santos dão-nos vontade de mergulhar na página. Ponto três: a direcção de arte e design do Luis Levy Lima é do melhor que tenho visto em publicações do género. Como se não bastasse há um mapa lá dentro para não nos perdermos, é grande o suficiente para não precisarmos de lupa e pequeno o suficiente para não ser um trambolho.

A papinha está toda feita. Agora é só meter-se a caminho e experimentar uma a uma. Pode começar pelas Palito D'Ouro (uma espécie de estrela Michelin das tascas criada pelo Tiago) ou não, pode simplesmente querermatar saudades de um bom cozido à portuguesa, de um arroz de cabidela ou de um bacalhau à lagareiro, entre muitos outros.

Falei com o Tiago, sobre as tascas, os pratos e os palitos e não fiquei enjoada

Há quanto tempo começaste a pensar neste livro e quanto tempo demoraste a fazê-lo?

O livro é uma ideia antiga, ainda dos tempos em que trabalhava na Time Out. Como era responsável pelos guias de restaurantes que a revista produzia, pensei várias vezes que devia haver um semelhante, mas dedicado a este tipo de restaurantes mais baratos, honestos e tradicionais. A primeira vez que tive a ideia foi algures em 2011, se não estou em erro. Como nunca chegou a ir para a frente, pensei depois em fazê-lo a título pessoal. Falei com a Zest no início do ano passado, eles gostaram da ideia e avançámos de imediato. Feitas as contas demorámos cerca de um ano, um pouco menos, a fazer o livro.

Quantas vezes foste à mesma tasca e qual foi o prato que comeste mais vezes?

Para seleccionar as tascas houve algumas que mereceram mais que uma visita, como a Merendinha do Arco ou o Príncipe do Calhariz, por exemplo. Outras já conhecia muito bem, de visitas anteriores, por isso à partida já estavam seleccionadas. Tentei variar sempre nos pratos, mas, claro, acabei por comer muitas vezes cozido à portuguesa ou arrozes disto e daquilo (coelho, pato, etc.)

Enjoaste alguma coisa?

Não, não sou de enjoo fácil.

Identificavas-te ou preferias o anonimato?

Quando ia almoçar ou jantar para ver se a tasca poderia entrar nas 50 ia anonimamente, como um cliente normal. Depois, para fazer o trabalho fomos sempre identificados, com marcação prévia, para nos deixarem aceder às cozinhas e fotografar aquilo que queríamos mostrar no livro.

Foi difícil atribuir os palitos de ouro ou nem por isso?

Foi difícil, claro - sinto algum carinho por todas as tascas do livro - , mas achámos que era essencial ter uma selecção da nata das tascas, por assim dizer.

O que é que te apetecia agora ?

Agora marchava bem um arroz de moelas com gambas do Pomar de Alvalade, ou o choco frito do Maçã Verde.

De todos os pratos que comeste diz-me um que nunca te cansas?

Bacalhau à Brás. Acho uma invenção incrível, ao nível da roda.

Se tivesses que conquistar alguém pela barriga, onde é que o/a levarias e a comer o quê?

Levaria a comer um bitoque no Sol-Rio e via como é que se comportava perante o molho e o ovo estrelado. Diz-me como comes o teu bitoque e dir-te-ei quem és.

Três boas razões para se comprar este livro e não outro qualquer?

Só três? Acho que temos uma selecção boa e variada de sítios, contamos histórias muitíssimo curiosas em todos eles, identificamos sempre pratos do dia, o que permite que escolhas o restaurante mediante o dia da semana que for e o que te apeteça comer, o grafismo é honesto, remete às tascas, e é muito criativo, as fotografias do Gonçalo conseguem (quase) fazer cheirar os tachos e os grelhadores... E o livro ainda vem com um mapa, que podes guardar e levar sempre contigo e que tem todas as tascas identificadas, com os Palitos d'Ouro assinalados.

Depois disto eu fiquei com fome, e vocês?

 

Ovos Benedict

Longe vai o tempo em que tinha tempo para preparar brunchs que eram verdadeiros repastos para os olhos, mas sobretudo para o estômago. Continuo sem tempo, e mesmo com os minutos contados apeteceu-me fazer algo diferente da minha granola com iogurte natural (que como todas as manhãs)... optei pelos ovos Benedict.  São óptimos e super fáceis de fazer. Quem quiser aventurar-se é seguir a receita já aqui em baixo...

Ingredientes para duas pessoas:

- 2 ovos
- 2 gemas
- 2 mãos cheias de espinafres
- 2 fatias de presunto
- 2 pães pequenos
- 1 colher de sopa de vinagre
- 2 colheres de sopa de água
- 50 g de manteiga
- azeite q.b.
 

Preparação:

- Leve ao lume um tacho com água, quanto esta estiver quase a ferver, mexa com a ajuda de uma colher para criar um remoinho e adicione um ovo de cada vez. Deixe cozinhar durante cerca de um minuto, retire os ovos e reserve sobre uma folha de papel absorvente.
Leve ao lume outro tacho com água. Coloque as fatias de presunto numa frigideira e leve-as ao lume até ficarem crocantes. Reserve. Salteie os espinafres em lume alto, com um fio de azeite, durante cerca de um minuto. Reserve. Coloque uma taça sobre a água que está ao lume (sem que a taça toque directamente na água) com as duas gemas, as duas colheres de sopa de água, a manteiga derretida e vinagre, mexa sempre até engrossar.

Empratamento:

Comece pelo pão, que pode torrar se preferir, de seguida coloque os espinafres salteados, o bacon e o ovo. Regue com o molho holandês e sirva de imediato. Decore com um raminho de tomilho.